FALTA TEMPO?

SUMÁRIO: 1. O tempo e o espaço se vinculam; 2. Ousando comentár sobre o uso do tempo.

05-10-2026

  1. O TEMPO E O ESPAÇO SE VINCULAM

01. Se a galáxia se move e nela nosso planeta, com as estações do ano, o dia e a noite, criando o antes e o agora, isto demonstram o passar do tempo, sua existência. Estes movimentos, percebidos comparativamente (antes e agora) se relacionam com o tempo, ocorrem no espaço, aqui entendido como onde estão ordenados os objetos, que coexistem simultâneamente na paisagem natural ou artificial, que nos rodeia. O tempo, é nada mais do que a seqüencia irreversível de fenômenos, que se substituem uns aos outros, criando as comparações do passado com o presente, num determinado espaço. A nossa percepção da mudança do tempo ao ocorrer no espaço, demonstra a estreita ligação entre espaço & tempo, em nossas vidas.

02. No entanto, vamos excluir os tempos astronômicos, a luz das estrelas que vemos e…já morreram, etc… Nos concentremos nos humanos. Assim, para melhor compreender o nosso tempo, podemos matematizar a nossa duração, a esperança de vida ao nascer (um cálculo usado pelas seguradoras para … continuarem ganhando com nossas mortes). Portanto, se a esperança de vida média do brasileiro ao nascer (IBGE-2024), era de 76,6 anos, teremos 27.959,5 dias ou, 671.016 horas de vida. Quanto disto realmente sentimos acontecer?? Qual a razão desta epidemia de sentir faltar tempo para viver? de depressões? Aqui ensaiamos alguns argumentos para subsidiar. Recordamos que, no nosso cotidiano felizmente, ignoramos estes números, não vivemos administrando contas de “saldos de dias de vida” (não somos vendedores de seguros). Somos uma espécie social, e na nossa infância, ao longo da vida e na velhice, outros compartilham conosco,o usufruir de nossa vida, somos gregários, uma espécie dependente do seu entorno social além do natural; Sabemos que não somos tão longevos quanto as solitárias tartarugas mas, comprovadamente, estamos ampliando a duração de nossas médias de vivência.

03. Para ficar claro, a que nos referimos quando falamos de tempo? Gosto de caracterizar pensando no indivíduo, como uma forma de medida da seqüência da ordem de eventos naturais e sociais, em que estamos inseridos e, no período em que vive, mos. O simples fato de que o dia seja sucedido pela noite, são os comprovantes naturais, cotidianos do movimento do tempo, marcados pelo cotidiano do nosso ciclo circadiano; Também os momentos sociais significativos, como o nascimento, o trabalho, a morte, festas religiosas e cívicas, etc.., são comprovantes, individuais e sociais, do movimento temporal que sentimos nos espaços que habitamos;

04. A normatização sobre os eventos temporais, é uma necessidade e, uma convenção social que submete à todos, ela gera a nomenclatura da contagem do tempo: séculos, décadas, anos, meses, semanas, dias, horas, segundos, etc.., para o funcionamento de nossas vidas em sociedade. No entanto, ela sempre tem a outra face do tempo – a espacial – como influenciadora “cultural”, começando pelo dia e noite, as estações do ano, as épocas de chuvas e secas, de calor e de nevascas, com as colheitas, temporadas de veraneio, de férias escolares, etc…, que pautam o tempo, além da simples medição pelo relógio. Sabemos, que a fragmentação da medição do tempo, para ter ampla utilidade social, tem que ser confiada a instrumentos de inquestionável precisão para todos. Daí a apaixonante evolução dos relógios, desde a necessidade de medir a longitude nas navegações, passando pelos relógios públicos das catedrais, os relógios de ponto nas fábricas e escritórios, até a atual portabilidade individual no pulso ou, no bolso com o smartphone. No entanto, a percepção pessoal do tempo, embora mensurada e compartilhada por instrumentos precisos, sempre tem subjetividade do momento e do espaço vivencial do presente dos indivíduos.

05. Como precisamos da contagem do tempo com intrumentos precisos, o tempo transcorre impositivamente igual para todos. As horas do dia, são momentos igualmente marcados, obrigatoriamente compartilhados., afinal, “o sol nasce para todos” porém, o dia, não é usado da mesma forma por todos, o que gera as pessoais diferenças de percepção do seu passar, pois os minutos e horas são aplicados em diferentes atividades conforme as diversas necessidades individuais;

06. O tempo presente é uma concentração dos fatos passados, é sentido, com as recordações dos eventos passados e, permite a percepção sobre o futuro e suas tendências. Desta forma, fica óbvio que, o passado + o presente, são as bases das possibilidades vindouras. Assim como o futuro imaginado, é a possibilidade de alterações no presente; a mudança do agora, ou para pior, ou para a sua manutenção ou, para melhor, dependerá de como avaliamos as nossas satisfações atuais, as nossas possibilidades e… agirmos.

07. A inserção social do indivíduo, no sistema de produção, em determinado espaço geográfico, numa categoria social, contexto familiar, sua idade biológica, seus momentos de existência no trabalho, as horas do dia e da noite, enfim, os diferentes momentos de sua vida, influem no seu uso-sensação do tempo. A percepção, sobre a maior ou menor intensidade do fluir do tempo, relaciona-se com as ações presentes, que objetivamente sejam mais ou menos essenciais à vida, ao bem-estar do indivíduo e, do seu entorno social próximo. Sendo nossas relações sociais e com o ambiente, pautadas pelo trabalho, ou seja, todas as ações para atender nossas necessidades. o essencial em nossas vidas é pautado pelo nosso trabalho. Desde a nossa infância, somos preparados para trabalhar; Ele, por toda nossa vida, influe em nossas decisões e localizações no espaço, ocupando a maior parte de nosso tempo de vida.

2. OUSANDO COMENTAR SOBRE O USO DO TEMPO:

08. Quando alguns argumentam para aconselhar sobre o “gerir o tempo”, entramos num tema polêmico. Muitos que escrevem sobre isto, ignoram a realidade de que não somos robôs que podemos mudar a programação do “modo depressão para o modo saudável”; Ou, seres totalmente racionais, como a falsidade do homos economicus e, o pior, somos expostos diáriamente a um massacre áudio-visual consumista de supérfluos que não temos e que quando compramos voltamos a sentir carências. Sabemos que, somos seres com emoções, pois o sentimento individual do tempo, está sempre imerso em diferentes condições das relações sociais e, destas com a natureza. Talvez, para o imaginário náufrago Robison Crusoé, fosse mais fácil gerir seu solitário tempo, até que surgiu o Sexta Feira para compartilhar sua ilha. Afinal, o nosso uso do tempo, está determinado pelas atividades em que estamos envolvidos, pelo nosso ambiente social e natural. Portanto, o tempo de nossas vidas tem seus ritmos, intensidades e características, pautadas por nossa luta vivencial, para satisfazer nossas necessidades, pelos esforços no trabalho, como bem o sabia Robinson Cruzoé lutando para sobreviver numa ilha sózinho.

09. Agir no tempo presente, na vida diária, é o que todos fazem desde acordar até dormir. Se não o fizessem, o seu cotidiano seria caótico, inconsciente, não vivido. Portanto, querer ensinar as pessoas a gerirem o seu tempo consciente, parece ambicioso. Apenas se pode refletir sobre alternativas de melhorias, para os que podem “ter um tempo” para pensar o que farão no futuro, pois muitos não tem tempo nem para isto.

09. No entanto, se acreditas no destino pré-fixado pelos astros, que tudo já está escrito e previsto em tua vida, não precisas te preocupar, com “administração” do teu tempo. Podes adotar o CARPE DIEM, como um simplório “curta o dia”, viver o presente. No entanto, recordemos, que a frase de Horácio, “carpe diem quam minimum credula postero” é, “colha o dia e deixe o mínimo para o amanhã“. São partes de seu diálogo, com quem dedicava seu tempo aos astros para prever o futuro e, Horácio, gentilmente discordava, de deixar a vida apenas ocorrer no presente confiando no zodíaco, sem decidires o que desejas para o teu futuro.

10. Um dos grandes sinalizadores do passar do tempo, é a morte. Entre o nascimento e a incerteza de quando ocorrerá a morte, vivemos as maiores ou menores dificuldades de decisões cotidianas. É difícil entender o fim da existência e isto, é um fato para todos buscarmos viver bem o presente. No entanto, para muitos, a estimativa de vida, não é a que usamos no primeiro parágrafo (média de vida de 76,6 anos); Para os que acreditam em vida depois da morte, sua dimensão de tempo de vida pode ser infinita. Nesta caso, o uso do tempo tem um futuro incalculável, fluindo com outros parâmetros. Para os praticantes de religiões, o uso do tempo presente, nas práticas religiosas, como tempo para rezar todos os dias voltado para Meca, o domingo na igreja, vida em conventos, os feriados religiosos, etc.., são momentos necessários, pois se relacionam com o prolongamento depois da morte de suas vidas. Este fato cultural, afeta a forma de decidir sobre o uso do tempo nesta vida “terrena”?

11. E onde fica o livre arbítrio? Ele é exercido cotidianamente, sendo maior no pouco tempo da vida privada, individual, familiar. De modo geral, ele é sempre menor, quando comparado com as imposições de tempo no trabalho remunerado, do mercado, sociais e culturais da vida mas, sempre ocorre, nas escolhas pessoais e influenciando as sociais. O livre arbítrio, no uso diário, geralmente se restringe ao pouco tempo que sobra do trabalho, do estudo no terço inicial da vida humana, dos deslocamentos, tempo de alimentação, etc.., é o escasso tempo livre, das noites, dos fins de semana, feriados, etc..;

12. Não esqueçamos, que sem a rotina diária “pré-fixada”, com a previsibilidade do que fazer no curto prazo, a vida seria difícil. Quando crianças, decidiram por nós a hora do banho, quando se alimentar, tomar a vacina, quando ir à escola, e assim vivemos durante anos; outros fizeram o calendário sobre o dia de nosso serviço militar, quando procuramos trabalho, quando marcaram o médico para nos curar, que dia vencem as contas, o dia de ir rezar etc.. Estes exemplos, de como o tempo em nossas culturas nos influencia, servem para que usemos o calendário, o relógio e, possamos fazer uso da agenda, que anotamos os compromissos extras da vida cotidiana. Vivemos com o crescimento de instrumentos de controle do tempo, iniciando pela popularização do relógio individual, passando pela agenda escrita e agora pela síntese dos dois nos smartphones e seus alertas, que carregamos no bolso.

13. Concordamos, que o tempo é mensurado de forma igual, no entanto, é sentido de forma diferente. Os tempos para um desempregado na fila do SINE, para um adolescente fazendo vestibular, para um apaixonado esperando pela amada, para um empresário lendo o seu relatório de lucros, são diferentes. O tempo para um prisioneira numa cela solitária, é diferente de outro numa cela coletiva; O tempo para o adolescente assistindo aula, flue diferente do que o tempo com os amigos no recreio; O tempo vivido em horas de deslocamento de pé num ônibus lotado para ir ao trabalho, é diferente que ir de helicóptero para poucos, etc… Sabemos que, nas 24 horas diárias, iguais para todos, tem pessoas que tem muito menos livre arbítrio de como usar o seu tempo, do que uns poucos. Esta desigualdade para satisfazer necessidades vitais e culturais, resulta em diferenças de possibilidades de planejar um futuro melhor. Se diz que, quem não tem tempo para pensar, planejar, não tem futuro ou, seu futuro será dirigido por outros.

14. Sabemos da impossibilidade de mudar o nosso passado. O passado ocorrido das sociedades, depende agora da interpretação de fontes e opiniões de Historiadores, podendo ter reinterpretações dos fatos ocorridos. Nosso passado, não podemos mudar, é o formador de nossa vida presente. Portanto, sobre o nosso presente (acumulado do passado), é que podemos nos mantermos iguais, ou tentar mudar, dentro de nossas possibilidades, nosso futuro. Como dizia Érico Veríssimo: “A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz caminhar”.

15. No entanto, saber como usas teu tempo é essencial? Pode ser, e se concordas, convido a mensurar as horas relevantes do teu dia. Quantas horas do mesmo, vendeste no emprego ? ou, quanto tempo gastas ao, dia vendendo teus serviços? ou trabalhando nas mercadorias que levas ao mercado? Quanto gastas te locomovendo na cidade do trabalho p/o emprego e vice-versa? Vendes tempo de trabalho em dois períodos ou, tb. tens jornada noturna? Se trabalhas em casa usas tuas ferramentas, equipamentos? Quanto dedicas às compras? Deslocamento para a escola e trabalho? Atividades de lazer? Num dia útil, quanto sobram de tuas 24 horas para o sono? Diminua teu período de descanso, alimentação, higiene; O que restou é pouco? O que restou para a família, amigos, aperfeiçoamentos, o lazer? Trabalhas no sábado ou fins de semana? Enfim, conheces o uso do tempo em tua vida ? Concordas que, saber estas quantidades de uso do teu tempo, é que te permitem conhecer a ti mesmo?

16. O que resta de tempo livre? Ou seja, simplificadamente, o tempo que não vendes ou trabalhas como autônomo e, que dedicas a vida familiar. Muitos vivem na espectativa da sexta-feira, para “encerrar o trabalho” e terem “liberdade”; outros, se entristecem com a segunda-feira pois, inicia a semana, com o tempo controlado. Alguns entram em depressão pois caso tenham férias…não sabem o que fazer ou, se endividam para viajar; As viagens de turismo, importantes para se distrair, geralmente resultam em …, voltar para continuar vivendo o presente (alguns endividados) e… não mudar a vida. Isto para os poucos, que podem se transformar em “turistas pagadores”. De modo geral, o pouco tempo livre que resta nos finais de semana, são gastos passivamente no sofá, se distraindo e assistindo propagandas de consumo e, pouco ativamente em esportes ou atividades culturais, generalizando o gasto com comidas e bebidas familiares e entre amigos. Para muitos jovens, o tempo livre dos finais de semana, além do “descanso” das aulas”, é se afastar da família, buscar o reencontro com os amigos nos locais de festas, com danças, alcool e mesmo drogas. Para alguns, o tempo livre do final de semana, é sinônimo de alcoolismo disfarçado, se distraindo das rotinas do trabalho;

17. Nos dias atuais, com as novas tecnologias, que diminuem o tempo de produção e distribuição de mercadorias e serviços, paira sobre todos o desemprego. O pânico por ficar abandonado no mercado de trabalho por, não ser mais útil, é real. Daí a busca permanente por vários empregos, aceitação de menores salários, trabalho como autônomo, reciclagens, artesanatos, etc… A crise da mudança tecnológica, cria uma revolução na percepção do tempo de vida; este fato pautado pela ameaça do desemprego, pelas novas migrações, pela falsidade do “empreendedorismo”, pela pressões permanentes do consumismo, enquanto falta dinheiro para o alimento, etc.., devemos reconhecer como um novo desafio para todos e, que os “mercadores do templo” escondem. Estes são fatos que alteram totalmente o uso do tempo.

18. Vender meias verdades, sempre dá dinheiro. Um exemplo são sugestões interessantes que existem em livros, nas redes sociais, etc…, tais como sugestões de fazer uma lista do que te de dá satisfações e alegrias e, comparar com a que dá tristezas, que impede alcançar as alegrias individuais. Talvez descubras, que na prática não possas realizar o sonho divulgado, da felicidade individual permanente, no prazo que alguns autores insinuam e que a propaganda diz, Pois; A. A felicidade ela não pode ser sentida, sem os momentos de comparações com a tristeza. B. No entanto, ao fazer esta listagem podes cair no engano não divulgado, de que a felicidade, são momentos de sensação individual, não é resultado apenas de um simples esforço de compra pessoal, a felicidade depende sempre, do contexto social próximo a ti; Não tens felicidade quando teus próximos estão doentes, infelizes, tristes, quando estás sem emprego, doente, etc.., afinal, estar triste são instantes da vida;

19. Sabes que qualquer livro de auto-ajuda (o nome desta categoria é genial), afirma que saber o que queres é essencial. Mas a vida é tua e tu decides, tu conheces teu pequeno ou grande “tempo de liberdade”, tuas possibilidades e necessidades pessoais e familiares, use o livre arbítrio e decida. O que os livros de “auto-ajuda” pouco falam ou não dizem, é que vives num mundo de consumismo, que induz a querer o supérfluo e desconhecer o essencial, com a mentira de que consumindo + serás + feliz e isto cria… tristeza. Vivemos num mundo em que a aparência é mais valorizada que a essência, o que nos dificulta saber as nossas necessidades reais. Neste mundo, onde todo lazer por exemplo, está mercantilizado e, a aparência do bom lazer é sempre… o mais caro, é frustrante, pois escondem outras alternativas. No vocabulário corrente, o tempo dedicado ao lazer é tempo “morto”. No entanto, deitar numa rede e curtir uma soneca reparadora, é estar … morto?? brincar com os filhos, a família, vizinhos, praticar esporte com amigos, conviver nas praças da tua cidade, é morrer? Não, isto é viver. Todos gostam do tempo que passam com a pessoa amada, com a família e com os amigos, pois nestes momentos encontras mais felicidade, do que em outros. Que diria nosso querido poeta Mario Quintana sobre isto? Recordam o seu poema: DA PREGUIÇA –

Suave Preguiça, que do mau-querer

E de tolices mil ao abrigo nos pões…

Por causa tua, quantas más ações

Deixei de cometer.

20. Deitado na rede, conversando com os teus, podes traçar tuas prioridades para o uso do teu tempo, se queres manter a situação ou mudar. Com isto, logo desvendas o caminho, as dificuldades e tarefas que enfrentarás. Verifique como se relacionam com a tua rotina e tomes tuas decisões. Com elas, verás que existem ações que são conveniente fazer, para não comprometer o alcance do que almejas (cortar gastos, comprar ferramenta, adquirir novo conhecimento, buscar informação, dialogar mais, fazer exercícios, envolver mais a família e amigos,…), e assim, vá decidindo se mudar, o que mudar e quando. Penso que isto é viver bem o teu tempo.

21. EM TEMPO, Isto não é uma fórmula de bolo, recordamos que existem contextos muito diferenciados onde atuas tais como: i. Fica óbvio dizer, que é uma falácia ensinar gestão de tempo para empresas privadas, as mesmas são pautadas sempre pela concorrência e tem que otimizar o uso de suas máquinas, insumos e tempo dos empregados, seu objetivo final é o lucro assim, para elas poupar tempo sempre será, para fazer + $$; E, o maior tempo de nossas vidas, gastamos para satisfazer o ritmo, a pauta e objetivos destas empresas; ii. Nas instituições públicas, gerir bem o tempo é essencial. Mesmo pautada pelo orçamento, divisão de trabalho, etc.., a área pública, ao não ter a finalidade única do lucro mas, a múltipla finalidade social, vive o permanente dilema de equilibrar necessidades sociais diversas, muitas vitais, com a escassez de recursos e, a diversidade de metodologias para o alcance dos objetivos; o que torna relevante a participação em equipes para planejar o uso do seu tempo; iii. No setor de auto-gestão (Associações, Cooperativas, Sindicatos, ONGs,..) para estes, que dominam seus ingressos, ter as prioridades e traçar as tarefas, é uma necessidade permanente. iv. Na tua vida familiar, este microcosmos de alegrias e garantias de reprodução da espécie, onde é provável que já exercites isto de forma inconsciente e compartilhada, em tua justa luta diária de construir um futuro melhor. Afinal, é na nossa vida “privada” que mais temos livre arbítrio. No tempo na vida privada e seus espaços próximos, é que vivemos o desafio diário de cooperar e ordenar nosso tempo & espaço, para criar melhores momentos;

22. Compreendes, que o que fazes agora, é o que resulta em ser mais ou menos saudável e feliz? Sugerimos que, aperfeiçoar as tuas interações familiares, de amizade, de trabalho e com o ambiente, propiciarão melhores momentos. Assim. a vida será mais bela para ti e todos que te rodeiam e, sabes que as tuas ações, é que construirão o teu legado.

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