
CONTEÚDO: 1. Intróito; 2. Sintetizando…o Conhecimento 3. Inquietações 4. Compartilhando leituras;
- INTRÓITO (sem acompanhamento de orquestra):
01. A resposta à pergunta do título, é SIM. Em nossa sociedade, nas suas relações sociais, econômicas, políticas e em especial na cultura em que estamos imersos, vivemos para consumir. Pois sem perceber, acreditamos que a “felicidade” individual, será alcançada… consumindo.
2.SINTETIZANDO O CONHECIMENTO:
02.A valoração social das pessoas, é medida pela sua maior ou menor capacidade de consumir bens e serviços. Em nossa cultura, a desinformação sobre as diferenças entre consumir o essencial para viver saudável, e consumir o supérfluo, deve ser ignorada, para facilitar mais consumo. Gastar muito em supérfluo ou sucedâneos caros, significa maior status social, carregado de valores vinculantes com o alcance da felicidade para os consumidores.
03. Vivemos em uma sociedade estruturada para induzir o consumo. Somos seres humanos mas, caricaturas de cidadãos, pois somos de fato considerados consumidores. Prova disto é a supremacia do número do CPF (um registro fiscal), que se transformou em CARTEIRA DE IDENTIDADE para todos. A prioridade fiscal, identificadora do consumidor sobrepuja as nossas identidades cidadãs, pois ignora-se os numero de seu título de eleitor ou do SUS. Estamos imersos nesta cultura “imperceptível”, necessária para influenciar, determinar e retroalimentar, os valores que norteiam as nossas decisões, numa sociedade de… consumo.
04. O leitor sabe, que todas sociedades sempre consumiram o que produziam, para atender as suas necessidades. Isto é um fato, mas vivemos uma etapa destrutiva com a cultura do consumo. Na verdade, leitor, vivemos onde? Numa cultura de desperdício, onde vemos o exponencial crescimento do desgaste dos recursos naturais, do tempo de vida social e, a continuidade da insatisfação por não atendermos as necessidades.

05. É necessário lembrar o óbvio? que não existe consumo sem prévia produção? Não, isto é sabido por todos. Nenhum objeto, nenhum serviço, nenhuma poesia, nenhuma música ou pintura, nenhuma narrativa religiosa ou política, pode ser usufruída, consumida, sem antes ter sido construída. No entanto, no nosso cotidiano, elas existem não pela essência de sua finalidade que é atender necessidades vitais de uso mas, sim, como mercadorias para serem… consumidas.
” O império do consumo: esta ditadura da uniformização obrigatória impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.
06. Todos temos que consumir… para sobreviver. Pois pelo consumo das mercadorias, quer sejam objetos ou serviços, vitais para manter ou reproduzir a vida ou, supérfluas, suntuárias, quer sejam objetos ou momentos de fantasias, se as mesmas não são consumidas (compradas), não permitem a realização do valor, o alcance do lucro, a base sobre a qual se alicerça a economia de mercado de nossa sociedade.
07. Nossas necessidades, principalmente as biológicas (água, alimento, roupa, abrigo, saúde), nos afirmam como da mesma espécie e, seu acesso diferenciado, nos tornam distintos socialmente. No entanto, no alcance das necessidades culturais comuns (educação, cultura, lazer), é onde começam as desigualdades onde as nossas diferenciações são mais visíveis e se afirmam.
08. As necessidades são atendidas por objetos ou serviços, por isso, eles valem primordialmente pelo uso a que se destinam. No entanto, quando os objetos e serviços são trocados (mercadorias), a essência do valor de uso fica escondida pelo valor de troca mercadológica. Em nossa sociedade, a essência de consumir para atender as necessidades humanas (reais, vitais ou supérfluas), está “subjugado” pelo valor de troca, e o ato da venda.
09. Valores de vida centrados na satisfação do trabalho, na criatividade, frugalidade, capacidade de poupar para eventualidades, não devem ser lembrados e valorizados na sociedade de consumo. Afinal, um indivíduo que pauta seu comportamento pelos mesmos, sabe o que é essencial para viver bem e consome pouco; É conhecedor de que não precisa trocar de guarda-roupa em cada “estação”, se houver ciclovias opta pela bicicleta, se precisar de carro não troca o mesmo a cada ano, sua existência, seu modo de vida, é uma ameaça ao aumento das vendas, necessárias para o lucro das empresas.
10. Porém…, a cultura, do consumo, com agressiva propaganda para que todos comprem mais, esconde a tragédia cotidiana, a contradição entre capacidade tecnológica de produzir mais com menos custo e empregos; a realidade da crescente capacidade de ofertar mais mercadorias para um mundo de crescente desemprego, sem renda para…comprar. A equação de “equilíbrio falso” entre a oferta e a demanda, nunca fecha. Mais excluídos, significa menos renda para comprar o que é produzido, a tendência do encalhe das sobras, da oferta abundante no meio da pobreza crescente, é um fato que desafia a imaginação dos marqueteiros cotidianamente …”resolver”, esconder para manter as ilusões de consumidores e…o lucro.
11. A liberdade de consumir, é uma falsa mensagem em nossa sociedade. Os desempregados, os pobres, estão excluídos, não tem liberdade de consumir o essencial; imagine os supérfluos que são trombeteados pela mídia? Aos excluídos, restam as alternativas que vivemos no nosso cotidiano: o de migrarem buscando sua sobrevivência, de roubarem, pagarem por sonhos usando drogas ilícitas ou lícitas, buscarem ajuda de divindades, continuarem lutando, buscando trabalho, trabalhando de bicos, raspando latas de lixo, se prostituindo, etc… A sua “incapacidade” de participarem do falso paraíso do consumismo, não é da falha do sistema econômico, deve ser transferida , insinuada, que é dos indivíduos que… fracassaram.
12. Nesta cultura, surgem novos termos valorativos, como “vitoriosos”, “guerreiros”, “empreendedores”…, para os que tem algum acesso ao consumo, para indicar que os demais que não podem consumir, são os “derrotados”, “os débeis”, “sem iniciativa”. A cultura do consumismo, também sabe usar as sementes do ódio.
13. Aos que podem consumir, na ditadura da moda – modismos segmentados por faixas etárias, por sexo, estações do ano, datas festivas, regiões e… renda, devem pensar que tem liberdade de escolher nas vitrines, prateleiras, lojas virtuais os objetos já decididos pelos pesquisadores dos fabricantes (mercadologia); mas, a única liberdade, é a de comprar o que foi produzido, sobre o qual exercera a sua escolha. Como sabem os do marketing, o comprador não sabe o que quer, nós fabricamos seus desejos e motivamos suas emoções. O leitor já comprou à crédito? O leitor sabe que vivemos numa economia de zombies? de pessoas que venderam o tempo futuro de suas vidas para… gastar no presente?
14. Mas, o importante é criar hábitos de compras, de laços com a marca. Se trata de materializar a venda, desde a ilusão da “liberdade de escolha” do presente. Muitas vezes necessidades falsamente induzidas, até a escravidão das dívidas futuras, no crédito ao consumidor, cartões de crédito da loja, carnets, dos bancos, , etc..; Sabemos que no impulso para comprar o “novo lançamento”, não é apenas pelas mudanças de formato ou cores para a mesma utilidade, mas também do uso oculto da obsolescência programada, pois quanto menos durar o produto, mais demanda de compras existirá.
15. Devem ser mercadorias que ao serem consumidas, realizam o lucro, deixando nos consumidores alegrias fugazes, no entanto, gerando insatisfações futuras. Como elas foram “consumidas” para a economia, ou seja, ocorreu a transferência de propriedade para o consumidor, o seu uso social e seus impactos, como os ambientais, são também transferidos. Não interessam mais à empresa vendedora, se as mercadorias que não são mais dela, são as geradoras de montanhas de lixo. Sabemos que não tem natureza, que aguente uma sociedade de consumo tipo SHOPPING CENTER PLANETÁRIO.
16. Caro leitor, lembro das compras na loja Renner em Porto Alegre, de roupas de inverno uma vez por ano; A custosa japona escolar (de feltro) tinha que durar, a mãe comprava “1 ou 2 dedos maior na manga” para acompanhar o nosso crescimento e garantir anos de uso. Lógico que, uma japona de adulto, era, para “toda vida”, como a cinza do meu pai; Portanto, o nosso crescimento biológico é que obrigava a mudança da roupa provocando as compras anuais na Renner. Agora, cada inverno, tem novas cores e novos estilos, induzindo ao sentimento de que “saiu da moda” e… de comprar o que está na moda, gerando desperdício.

17. Quantas roupas você precisa por ano? Talvez você nunca tenha se perguntado. Quantas pessoas tem roupa para se abrigar? Estes interrogantes, de quantos andam seminus, maltrapilhos, com frio, pouca roupa ou, tem guarda-roupas cheios, não interessam? A cultura do consumo só quer respostas de motivações para comprarmos mais. Agora, vivemos a etapa da fast fashion, segundo o World Resources Institute, já são produzidas 20 peças de roupas por pessoa no planeta, algo em torno de 140 bilhões de roupas anualmente. Sabemos que, as grandes lojas de departamentos querem lançar 54 coleções de roupas por ano. Portanto a moda “verão” ou moda “inverno”, duas por ano, deixou de seguir as estações e passou a ser… semanal, uma indução para usar a roupa e descartar, gerando poluição.



18. Uma das metas permanentes do consumismo, é a troca da liberdade das compras pela escravidão de comprar pela marca. As mesmas mercadorias, produzidas por diferentes empresas, se diferenciam pelas suas marcas. A finalidade das marcas, é algemar, fidelizar o consumidor, daí a criação do cartão de crédito destes lojistas. O produto não tem apenas seu valor de uso, pelo símbolo da marca tem um valor diferenciado, embora tenha a mesma função. A marca o transforma num distintivo de diferenciação e/ou de status social; quando isto é obtido, o ideal mercantil de ter uma demanda atrelada, é atingido. Então consumir a marca famosa, diminui o anonimato de consumidores por uma identidade não como pessoas mas de usuários, rebanhos, de uma marca “famosa”.
19. Sendo assim a roupa da Renner cuja propaganda era “Renner ponto por ponto”, referenciando os alfaiates, desapareceu, agora suas roupas são feitas na Ásia ou, em qualquer lugar que seja mais barato, feitas por trabalhadores anônimos. Mas, sucumbo e compro na Renner para lembrar de minha família, portanto confesso ser meio-cativo desta marca.
20. O leitor sabe que se bebe o vinho pela sabor, raramente para matar a sede apenas. No entanto alguns bebem não pelo sabor mas pela “marca famosa”. São os que degustam influenciados pela etiqueta e não pelas suas papilas gustativas, ainda que sintam um sabor “duvidoso, estranho” mas, se no rótulo diz que é francês, sentem que o gosto é diferente… é melhor. O mesmo acontece com as roupas, eletrodomésticos, bicicletas, consumo de sanduíches como os do MacDonalds, feitos de carne moída de segunda, veículos, etc…; Ser “fiel a sua marca”…cria a ilusão de ser diferente, importante num mundo que veio da cultura de massa, de “ser melhor”, sentimentos construídos para justificarem o consumo e, que prometem ao consumidor, ser diferente, menos infeliz.
21. A ditadura do consumismo é cotidiana. Sabemos que as necessidades são naturais, mas também geradas, estudadas, ofertadas, antecipadas. É o marketing e sua manifestação, (vivemos imersos e bombardeados por anúncios), que nos lembram o que necessitamos e, principalmente criam novos desejos, “envelhecendo” o que temos e alardeando a vantagem do novo para atender necessidades reais e criadas.
22. Para isso as pesquisas, a psicologia, a neurociências, os meios de comunicação, a TI, são essenciais. As mídias, como o rádio, TV e internet, existem para informar e desinformar mas, essencialmente para dar lastro áudio-visual, a cultura do consumismo. As motivações e emoções, são segmentadas, nesta cultura, sempre é dia de comprar, o que não ocorria no passado agora é normal. O comércio não fecha nunca, ou raramente e, as compras on-line estão acessíveis o tempo todo. Com o telefone celular, 24 horas por dia, o leitor sabe que pode escolher, pesquisar, encomendar, comparar, pagar e… se endividar. Na verdade, os meios de comunicação de massa (rádio, TV e internet com o celular), existem e são mantidos, como ferramentas para as vendas e outros serviços. Por esses meios e, com a sua ampla cobertura mundial, reforçam-se as motivações de compra, moldam-se as tendências e permite-se, que o consumismo se acelere. Se a internet não fosse acessível pelo celular, as vendas entrariam em crise.
23. A manutenção do consumismo, dominando e acelerando o tempo, ocorre conhecendo e usando as nossas emoções. Lembrem as induções para consumir mais, onde a primeira vítima foi usar o simbolismo do Natal; de festa religiosa familiar, se transformou em uma obrigação cultural de consumo para todos; O ato de presentear que só ocorria, em escala familiar, como nos aniversários e casamentos se universaliza no “mundo ocidental” com o Natal. Logo depois, os EUA inventam o dia das mães, e seguiu-se o dia dos pais, dos avôs, das crianças, dos namorados, etc.., segmentando e usando os homenageados para criarem a obrigação social do consumo.
24. As soluções mercadológicas não tem barreiras, as “motivações falsas” ao consumo penetram em todos locais, lembram os “exercícios” de confraternização no trabalho? com os presentes do “amigo secreto”? Logo teremos o “dia dos pets” para alegria das casas de venda de rações e acessórios. E, quando o “calendário de vendas” parece combalido, surge, com bombos e fanfarras, leia-se “noticiário midiático”, a blackfriday dia da liquidação nos EUA que, se espalha pelos nossos pagos e rincões. Esse é o dia de grandes descontos por todos os lojistas, antes do final do ano, desata uma fúria de demanda, que atesta que as satisfações das necessidades Insufladas pela mídia, só podem ser limitadas pela renda ou incapacidade de endividamento dos consumidores. O consumo nestas “datas programadas de descontos”, permitem o desencalhe de mercadorias, criando espaço para as novas; são momentos que mobilizam necessidades, paixões e também, sentimentos de culpa;
25. A ameaça de ” se você não comprar algo para presentear, demonstras.. que não amas”, o uso mercantil de emoções, que é parte da cultura do consumo. Se não “aproveitaste” a liquidação, também podes “sentir culpa”, pois “perdeste a oportunidade”, não foste esperto e, ser esperto em compras é muito bem valorizado. Quando sentimos “culpa” por não consumir, estamos numa cultura doente. Assim, os nossos sentimentos são mediatizados pelas mercadorias, pelo consumismo. Quanto mais caro o presente, maior o amor? E, se amamos muito mas não podemos comprar um presente? Não confiamos nos nossos gestos e palavras para expressar nosso sentimentos? Consumir passa a ser, uma medida de valor dos relacionamentos e da felicidade, passa a ser a medida e razão da existência, por isso afirmamos, que estamos vivendo uma… cultura doente de consumo.

26. Consumir, é apenas um ato humano e, como ato humano, movido por necessidades, ele pode estar carregado de paixões, tristezas e alegrias. O leitor conhece exemplos diversos em sua vida como: nada se compara a elaborar, conviver e consumir uma boa refeição com amigos, com a família, com a pessoa amada; Este é um fato que não se compra no mercado, ele é construído na agrupação familiar e seu entorno e, embora tenha mercadorias de uso (panelas, fogão, pratos) e de consumo (os ingredientes, o vinho), não tem valor de troca só de uso, ele vale pela saúdavel alegria da convivência e do momento;
27. Como a menina, que caminha até a escola e arrebenta a tira do seu velho chinelo havaiana, sente alegria quando ganha um novo do pai; ou o aprendiz que recebe seu primeiro salário, sente alegria quando compra um tênis novo; ainda o moto boy que poupa e consegue comprar uma jaqueta para enfrentar o frio, sente alegria; Veja o pai que consegue comprar leite para o filho, sente satisfação de ver ele mamando, etc… O ruim o trágico, é a negação do consumo do essencial, é alardear supérfluos e/ou endividar pessoas para terem acesso aos mesmos. O trágico, é a perda de ética. social e serem alardeados falsos valores.
3. INQUIETAÇÕES?
28 Você leitor sabe do que necessita? Temos noção do que se precisa realmente para viver bem? O fato de não refletirmos sobre isto, não será o fator desta tendência destrutiva, do meio ambiente, de nossa saúde, de nossas relações? Sabemos quais as necessidades básicas para viver bem, sabemos como monitorar nossos desejos e encaminhar para o consumo supérfluo, qual a razão pela qual não conseguimos dar os passos finais? Passos para aperfeiçoar nossas relações e nossa cultura.
29. Todos sabem, que a cultura do consumo, é excludente. A fabricação em massa, começada pelos EUA antes da II Guerra Mundial, é onde se origina o atual consumismo. Ali, as grandes lojas, a propaganda, o marketing, o uso dos meios de comunicação (rádio e depois TV), o crédito direto ao consumidor, gestaram esta característica de provocar mais consumo, para manter e expandir os lucros da economia. Porém, a produção em “massa”, devia ser apresentada comum para todos, os mesmos produtos, homogêneos como o primeiro automóvel do Ford, que deveriam ser para todos, embora sempre existissem os que estavam fora desta “totalidade”. Agora, os mercados estão segmentados, com as novas tecnologias produtivas, o fordismo foi abandonado. Porém, se o mercado de “massas” atingiu as massas, mas manteve exclusões, o segmentado aprofunda diferenciações e marginalizações.
30. Ao ser excludente, a cultura do consumismo provoca desespero… nos excluídos e o medo de serem roubados nos que podem consumir algo acima do básico. Não existe ainda uma forte “contra-cultura” consumista, embora ela já seja uma tendência persistente baseada em estudos, certezas resultados práticos isolados (consumo responsável, bom viver, crescimento zero, etc…).

31. As contradições CONTINUAM, com a continuidade da exclusão social, pois a cada aumento da capacidade de produção e de diversificação de oferta para o consumo, menos trabalho é gerado. A isso, se agrega a impossibilidade do planeta de suportar a demanda energética, de matérias primas e o desperdício do consumismo, sem atender as necessidades básicas da humanidade. Estes temas, estão no centro das tensões que se arrastam e se agravam. Não adiantam algoritmos para induzir mais consumo, nem ingenuidades de apenas reaproveitar o lixo se, as necessidades humanas essenciais não forem satisfeitas e as bases do planeta continuarem sendo erodidas. Caro leitor, a RAZÃO DE EXISTIR, não pode ser apenas consumir. Podemos mudar a tendência destrutiva. Nossa razão de ser, pode ser viver bem com nosso entorno social, familiar e ambiental e, o consumo deve ser momentos para o alcance disto e não, uma cultura auto-destrutiva, geradora de angústias, num mundo de abundâncias para uns e de carências para outros.

4. COMPARTILHANDO LEITURAS:
Recordas 1972? Pois neste ano surgiu um relatório, (Clube de Roma + o MIT) essencial e por todos e, citado, revistos e acompanhados em todas conferências Mundiais sobre Meio Ambiente; No mesmo a metodologia desenvolvida, provava que o planeta terra, com o consumismo…estava em perigo. O “american way of live”, estava condenado, não poderia ser replicado para toda humanidade, etc… Estamos nos referindo a: MEADOWS, Dennis L et. al. Limites do crescimento. S.Paulo: Ed. Perspectiva, 1973, 2001p.; (procure em sebos urgente); Como sabemos, isto provoca o surgimento da espetacular e sempre atual síntese, FURTADO, Celso. O Mito do Desenvolvimento Econômico. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974, 118p.; E, seguem alguns conhecidos, como: RAWORTH, Kate, Economia donut (uma alternativa ao crescimento a qualquer custo). Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2019,366p.; CHANG, Ha-Joon. Chutando a escada. S.Paulo: Ed. UNESP, 2004,266p.; MAZZUCATO, Mariana. O valor de tudo (produção e apropriação na economia global). S.Paulo: portfolio-Penguin, 2020,412p.; LATOUCHE, Pierre. Pequeno Tratado do Decrescimento Sereno. S.Paulo: Ed. wmf- martins fontes, 2009,170p.; FORRESTER, Viviane. O Horror Econômico. S.Paulo: Ed. UNESP, 1997; LIPOVETSKY, Giles. O império do efêmero. S.Paulo: Cia. das Letras, 1987, 294p.; SCHUMACHER, E. F. O negócio é ser pequeno (um estudo da economia que leva em conta as pessoas).Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 1977,262p.; BARBOSA, Livia. Sociedade de Consumo. Rio de Janeiro: Zahar, 2004, 69p.; FONTENELLE, Isleide Arruda. Cultura de consumo. Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2017, 220p.; Fontenelle, apropriadamente recorda “as raízes” da grande mudança no que Hobsbawm batizou de dupla revolução (Francesa e industrial), vejam o clássico HOBSBAWM, Eric. A era das Revoluções (1789-1848). Rio de Janeiro: Paz e Terra, (12º edição), 1977, 366p.; e, do mesmo autor “A Era do Capital (1848-1875). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2017; PIKETTY, Thomas. Capital e Ideologia. Rio de Janeiro: Ed. Intrínsica, 2020, 1056 p.; BARRETO, Eduardo Sá. O capital na estufa:para a crítica da economia das mudanças climáticas. Rio de Janeiro, Ed. Consequência, 2012, 226p.; BROWN, Clair. L ´Economia del Budha (I sudi insegnamenti ci salveranno dalla crise). Milano, Vallardi Editore, 2015, 235p.; MOTIBELLER Filho, Gilberto. O mito do desenvolvimento sustentável (meio ambiente e custos sociais no moderno sistema produtor de mercadorias). Florianópolis, Ed. da UFSC, 2004,306p.; LÉNA, Philippe & NASCIMENTO, Elimar Pinheiro (orgs.). Enfrentando os limites do crescimento (sustentabilidade, decrescimento e prosperidade). Rio de Janeiro, Garamond, 2012, 44p.; GEORGESCU-ROEGEN, Nicholas. O decrescimento (entropia, ecologia, economia). S. Paulo, Ed. SENAC, 2012, 258p.;

